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sábado, 25 de outubro de 2008

Sinais banhados a Ouro

Meus caros, há pouco tempo atrás tive oportunidade de dar uma volta pela a Alemanha e pude constatar que se trata de um país realmente muito rico.

No Código da Estrada existe um sinal bastante importante que nos indica que circulamos numa via com prioridade. Infelizmente, e talvez porque estes sinais são banhados a ouro, em Portugal não são utilizados. Desta forma, cada vez que, ao circularmos na estrada, nos aproximamos duma rua que nos surge à direita, temos de tentar perceber se quem lá vem tem algum Stop ou Triângulo Invertido!

É sempre um bom exercício para o pescoço!

Eis algumas fotos tiradas por mim desses mesmos sinais... (Não são montagem!!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Açores Islands - Good Propaganda



« Açores... a place full of mysticism, magic, nature's power and... artists. »

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Outras viagens


Motivado pelas viagens da menina Cat decidi partilhar uma das minhas viagens, em que também senti um maior contacto com a natureza.

Foi no verão deste ano que me encontrei com uns amigos da zona do Minho, e foi convidado por um deles a ir dar um passeio pelos montes de Afife, Viana do Castelo, visto que este se encontrava lá a trabalhar, também na area de Arqueologia, bendita ela que é uma boa profissão para se trabalhar no meio da natureza =).

Como essa é uma zona bem conhecida pelo meu amigo, ele decidiu a levar-me a dar uns mergulhos num riacho que havia encontrado no meio do monte, para refrescar um pouco aquele calor intenso. o local ainda preserva a sua beleza originar pois não tem acessos criados pelo homem, e de forma a o alcançarmos tivemos que andar pelo meio da vegetação um pouco densa e trilhos de javalis, mas apesar dos arranhões provocados pelos espinhos das giestas, ao chegar ao local é verificavel que tal proeza valeu bem a pena.

É um local fantastico onde a acção humana ainda não provocou alterações e que nos permite desfrutar de um bom momento relaxante, como foi o caso. Espero que gostem das fotos, tentei escolher as melhores, de forma a captarem a beleza do lugar.

Desta forma, tento reforçar o meu apelo ao Tin Man para ver se consegue criar uma galeria no blog para que possamos inserir as nossas fotos por categoria, de forma a se apresentarem acessiveis a todos.

Obrigado, Cogumelo Vermelho =)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Viagens

Normalmente quando estou em viagem perco-me em pensamentos. Ver as paisagens efémeras fugirem faz-me sentir que haverá sempre algo novo à minha espera lá fora, assim eu esteja desperta para o mundo de sensações que me rodeia.
Naquele dia, porém, o cenário tocou-me de forma especial. Talvez pelo meu estado de espírito, talvez pela peculiar luz daquele momento, ou talvez mesmo por ambos e outros tantos motivos que entretanto foram esquecidos, aquela paisagem, já de há muito conhecida, inspirou-me, levando-me a embrenhar-me pelos tortuosos caminhos daqueles montes inóspitos, de ar profundo e solene.
Ali a vegetação era muito densa, com pinheiros típicos de terras mais húmidas e essa solidão natural confortava-me ...
Não estava um típico final de tarde de Verão – abafado, quente e sem sinal de nuvens capazes de perturbar essa aridez. Ao invés, o céu estava carregado de pesadas e negras nuvens, ameaçando chover, e sobre o vale pairava um denso nevoeiro que me levava a crer que tudo de misterioso ali poderia acontecer.
De repente, a realidade assumia contornos de fantasia e tudo parecia possível naquela terra que já não reconhecia como parte de Portugal, mas antes como uma fantasmagórica paisagem distante, berço de todos os mitos, mistérios e lendas ancestrais.
Sentia-se, então, o cheiro da terra sedenta de chuva, tão parca no Verão, e ouviam-se os ruídos dos animais que esperavam já a trovoada. Anunciado pelo ar pesado e quente, o primeiro clarão do relâmpago iluminou, com a sua luz cruel e fria, o céu raiado, quase de imediato seguido pelo ribombar do trovão, que ecoou com todo o seu ímpeto na vastidão do vale, levando os bichos a recolherem à segurança das suas tocas.
Apesar de ser território já pisado pelo Homem, ali ainda se sentia o genuíno pulsar da natureza e, mesmo querendo dominá-la, era ela que continuava a ditar o tempo e os seus afazeres.
Nesse momento, percebi o quanto me identificava com aquele lugar e imaginei-me numa sala com vista para os penhascos, num dia como aquele, chuvoso, sentindo o vento a fustigar as janelas como que querendo-me relembrar o seu poder. Não haveria nada melhor do que sentar-me à frente da lareira, ouvindo o crepitar da lenha, a observar a vista das janelas rasgadas para o imenso precipício.
Perdida em pensamentos, quase conseguia sentir o delicioso cheiro da terra molhada enquanto era transportada para os cenários dos meus livros ... para as florestas de fantasia onde ainda se escondem trasgos e medos que a civilização procura dissipar. Naquelas paragens o folclore continuava latente e era esse lado oculto que me fascinava e puxava, envolvendo-me nas suas brumas.